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CRONO BIO

Bio complets

Antonio Dias nasce em Campina Grande, Paraíba, em 1944. Na infância, vive em várias cidades do Alto Sertão e da costa de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Em 1957, transfere-se para o Rio de Janeiro. Freqüenta o Ateliê Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes, sob a orientação de Oswaldo Goeldi, e começa a trabalhar como desenhista de arquitetura e gráfico, fazendo ilustrações e desenhando capas de livros.

Em 1962, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Sobradinho, Rio de Janeiro. Para o artista, suas pinturas nessa época trazem "(...)Uma arte abstrata, com formas e símbolos principalmente tirados da cultura indígena."1 No ano seguinte, ganha o 1º Prêmio de Desenho do XX Salão Paranaense de Artes Plásticas. Em dezembro de 1964, expõe na Galeria Relevo, Rio de Janeiro. O texto de apresentação do catálogo da mostra – "Da torre de marfim à torre de Babel" – é do crítico francês Pierre Restany. Segundo ele:

"As imagens de Antonio Dias escapam à simbólica unitária, à conceitualização imediata e direta. Sua morfologia se inspira em uma visão de facetas múltiplas, sem fronteiras precisas entre os campos de ação da reportagem exterior e da introspecção individual. Lá existe sexo, sangue, fatos diversos e muito fetichismo objetivo: enfim, toda a herança de nossa natureza urbana e de nossa civilização industrial na aurora de sua segunda mutação."2

Em 1965, participa da mostra Opinião 65, organizada por Ceres Franco e Jean Boghici, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. É convidado a participar do Salon de la Jeune Peinture, em Paris, e da Bienal de Paris, onde recebe o Prêmio de Pintura. Ainda nesse ano faz parte da exposição coletiva PARE, na Galeria G4, em Ipanema, dirigida por David Zingg, e recebe o Prêmio Jovem Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea da USP.

Faz sua primeira individual européia na Galerie Houston-Brown, Paris. No ano seguinte, participa da mostra Opinião 66, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Com bolsa do governo francês, passa a morar em Paris. Sobre sua estada nessa cidade, Antonio declara:

"(...) A minha relação com o universo cultural francês, nessa ocasião, passava por uma fase crítica. As obras de alguns artistas, então consideradas políticas, me desiludiram naquele momento porque pareciam panfletárias (...) Por outro lado, percebi que existiam modos de pensar muito mais interessantes. Li os primeiros textos de Robert Smithson que me fizeram dar uma parada para pensar. Foi um período em que fiz pouquíssimos objetos (...) como por exemplo Solitário e Coletivo (...), percebo que eram retratos de como eu estava: cubos pretos fechados por fora e vazios por dentro."3

Em 1967, participa da exposição Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, apresenta mostra individual na Galeria Relevo, Rio de Janeiro. No catálogo da exposição, o crítico de arte Mário Pedrosa escreve:

"Numa estrutura sumária de história em quadrinhos (...) ele procede por um jogo (...) contraditório ou dialogante, entre o alusivo e o franco. A figuração nele é ao mesmo tempo ilustrativa e plástica: não em vão a narrativa, o discurso, o verbo é tão imprescindível à sua pintura quão rigorosa, frontalmente formal é ela (...) Na sua pintura, o volume, a tridimensão não é fictícia, dada por truques e perspectivas pictóricas; é real, em relevo por cujas bordas escorrem todos os expedientes e secreções orgânicas – sangue, excrementos, esperma, orgasmos (...) com seus cheiros e suas cores (...) a arte ou a anti-arte de Dias é intrinsecamente dilacerada, e o rosto que nos oferece é patético e franco, cínico e religioso, permanentemente condenado a jamais apaziguar-se."4

Em 1967, participa de Science Fiction, mostra organizada por Harald Szeemann, apresentada no Kunsthalle, de Berna, no Musée des Arts Décoratifs de Paris e no Kunsthalle, de Dusseldorf. Após os acontecimentos de Maio de 1968, seu permis de séjour não é renovado. No fim do ano, contratado pela galeria Studio Marconi, instala-se em Milão, onde inicia suas investigações conceituais. Sobre esse período, o crítico Paulo Sergio Duarte afirma:

"De modo completamente inesperado, o artista redireciona sua investigação estética e abandona questões e pesquisas extremamente bem sucedidas em busca de um território novo: as relações entre palavra e imagem. (...) na instalação Do It Yourself: Freedom Territory, realizada em Tóquio (exposição Dialogue Between the East and the Western, Museu Nacional de Arte Moderna) as questões já se tornam mais complexas, envolvendo, obviamente, a dimensão política, e questões específicas à arte, como espaço e lugar, além de texto e imagem."5

Em sua primeira exposição individual em Milão, na galeria Studio Marconi, em 1969, retoma o trabalho com a pintura. O catálogo da mostra traz o texto "Os enigmas de Antonio Dias", do crítico italiano Tommaso Trini. Através de Trini, trava amizade com Alighiero Boetti, que lhe apresenta o trabalho de Giulio Paolini. Freqüenta Gilberto Zorio, Jannis Kounnelis, Luciano Fabro, Maurizio Nannucci, Pino Spagnulo, Giuseppe Chiari, Marco Gastini, com os quais participa de diversas exposições na Itália e no exterior.

Em 1971, participa da 6th International Exhibition, no Museu Guggenheim, Nova York, organizada por Edward Fry, da qual participam, entre outros artistas, Daniel Buren e Bruce Nauman. Edita o disco Record: The Space Between, incluído na mostra Record as Art Work, organizada por Germano Celant para o Royal College of Art, Londres. Nesta época, inicia também uma série de filmes em super-8. Em 1972, reside em Nova York, como bolsista da John Simon Guggenheim Foundation. Recebe o Grande Prêmio da International Exhibition of Original Drawings, Rijeka, Iugoslávia. A partir desse ano, até 1978, desenvolve séries de trabalhos intituladas A Ilustração da Arte. Utilizando meios diversos, tais como filme, vídeo, livro, fotografia, pintura e gravura, estes trabalhos propõem irônicos questionamentos sobre a produção, a distribuição e o consumo da obra de arte.

Em novembro de 1973, realiza mostra individual na Bolsa de Arte, Rio de Janeiro. O cartaz da exposição traz a poesia "constelário para antonio dias", de Haroldo de Campos. Em 1974, realiza individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em que apresenta as instalações: Poeta/Pornógrafo (dois semicírculos em néon); Conversation Piece (projeção simultânea de dois filmes em super-8); O Arquipélago e as Ilhas (diapositivo projetado sobre parede) e Marcação para Intérpretes Perigosos. O crítico de arte Ronaldo Brito escreve, no catálogo:

"(...)A unidade foi rompida. A cena está fragmentada, tudo parece ocorrer ao mesmo tempo, em todos os lados, cinicamente. Armadilha talvez seja a palavra chave para se compreender as iniciativas que têm lugar neste espaço (...)"6

Em 1976, apresenta na Galeria Albert Baronian, Bruxelas, o trabalho A Ilustração da Arte/Um & Três/Chassis: ripas de madeira pintada, mostrando diferentes configurações de uma mesma estrutura e ilustrando a tese que acompanha a obra: "toda redução ou ampliação é uma questão de acomodação". Passa três meses na Índia e no Nepal (Barabishe-Tatopani), em 1977, buscando estudar técnicas de produção artesanal de papel com as tribos Sherpa, Tamang e Newari. Com tapeceiros tibetanos aprende as técnicas de coloração vegetal. Em Kathmandu imprime o álbum Trama, concebido em Milão em 1968, composto por dez xilogravuras. De acordo com Antonio,

"(...) se o álibi da ida ao Nepal pode ser encontrado na procura do papel para a edição de Trama, na verdade a intenção era ir à fonte de produção para tentar um transplante (...) tentar se inserir num determinado processo, através de uma função cultural que acentua o aspecto político da situação (...) sobretudo interessava-me construir trabalhos cuja forma fosse determinante no processo de produção".7

No ano seguinte, retorna ao Brasil por um período de quase três anos. É professor convidado da Universidade Federal da Paraíba, e sob o aval dessa instituição funda o Núcleo de Arte Contemporânea, um grupo de trabalho cuja proposta é a difusão da arte contemporânea, nacional e internacional, naquele estado. Ainda na Paraíba publica o catálogo Política: ele não acha mais graça no público das próprias graças.

Realiza mostra individual na Galeria Luisa Strina, São Paulo, iniciando um duradouro relacionamento comercial. Em 1980, a Galeria Mônica Filgueiras de Almeida edita o livro Teatro / Palavras de fumo ou bocas de fogo. Nesse mesmo ano retorna a Milão. Realiza exposição individual na Galeria Walter Storms, Munique, e participa da Bienal de Veneza. O texto do catálogo, intitulado "A astúcia de permanecer sempre novo", é de autoria de Paulo Sergio Duarte. Em 1983, as Edizioni Piero Cavellini (Bréscia), em colaboração com a Galeria Albert Baronian (Bruxelas), editam publicação sobre seus trabalhos em papel, com texto de Catherine Millet. A crítica de arte francesa escreve:

"(...) Não há obra mais relativa que a de Antonio Dias. Toda a interpretação depende do ponto de vista do espectador, mas todo ponto de vista depende do espaço em que o espectador se situa."8

O crítico Sandro Sprocatti elabora uma monografia sobre sua pintura e suas obras em papel. A edição é publicada pela Beatrix Wilhelm Galerie und Verlag, Leonberg/Sttugart, e tem introdução de Helmut Friedel. Nesse mesmo ano realiza individual na galeria Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro. Em 1984, a Stadtische Galerie im Lenbachhaus organiza a mostra Antonio Dias The Invented Country, extensa exposição individual de suas obras. O Museu de Arte Moderna de Nova York o convida para participar da mostra An International Survey of Recent Painting and Sculpture, organizada por Kynaston McShine, com a qual o museu celebra sua reabertura.

No ano seguinte, Antonio Dias apresenta exposição individual no Taipei Fine Arts Museum, Taiwan. Publica catálogo sobre suas telas e trabalhos em papel artesanal produzidos no Nepal entre 1980 e 1985, por ocasião das exposições nas galerias Luisa Strina, São Paulo, Thomas Cohn, Rio de Janeiro e Tina Presser, Porto Alegre. No texto de apresentação, o crítico Ronaldo Brito escreve:

"Nessas superfícies toscas ou tênues, maciças ou esgarçadas, com suas evocações minerais, convidativas à primeira vista a ilusões de profundidade, o artista lança de maneira chapada e antiilusionista signos que parecem circular indistintamente entre o domínio mais particular e o mais público. Desde as secretas mitologias pessoais, o apelo ao esotérico inclusive, até os clichês da cultura e da vida cotidiana de um profissional da arte. Machados, cifrões, anônimos e reversíveis entre si, desfilam lado a lado, sem hierarquia, aplicados por assim dizer literalmente (...) dispostos segundo a lógica do Plano, sem figura e fundo, com a evidência e a premência do Plano."9

Em 1988, reside em Berlim como bolsista do DAAD (Serviço de Intercâmbio Acadêmico da Alemanha). A Staatliche Kunsthalle de Berlim promove exposição retrospectiva de seus trabalhos em papel, dos últimos dez anos. No ano seguinte, muda-se para Colônia, onde mantém ateliê até hoje. Em setembro, realiza exposição na Galeria Luisa Strina, São Paulo, apresentando oito trabalhos da série Dois Vultos Unidos pelo Olhar, pinturas articuladas aos pares, utilizando grafite, ouro e cobre.

Em 1990, participa da mostra Gegenwart/Ewigkeit, no Martin-Gropius-Bau, Berlim. No ano seguinte apresenta na Galeria Luisa Strina, São Paulo, a mostra Laboratório Berlim / Perfume e Veneno. É convidado para participar da Bilderwelt Brasilien, na Kunsthaus de Zurique, e da mostra Latin American Artists in the Twentieth Century, no Museu Ludwig, Colônia, e no Museu de Arte Moderna de Nova York. É professor da Sommerakademie fur bildenden Kunst, em Salzburgo. Em 1993, dá aulas na Staatliche Akademie der bildenden Kunste, Karlsruhe. No ano seguinte, o Institut Mathildenhohe, Darmstadt, organiza uma mostra com 50 trabalhos realizados entre 1968 e 1994, com curadoria de Klaus Wolbert, diretor da instituição. Nesse mesmo ano, o Paço das Artes, São Paulo, promove ampla exposição de sua obra. Por ocasião das duas mostras, sai, pela Cantz Verlag, um livro sobre o artista, com textos de Paulo Sergio Duarte, Nadja von Tilinsky, além do próprio Wolbert. Participa da XXII Bienal Internacional de São Paulo e apresenta, na Galeria Paulo Fernandes, Rio de Janeiro, a série de pinturas Brazilian Painting/Bosnia’s Jungle, uma reflexão sobre civilização, cultura, nacionalismo e arte. Sobre estes trabalhos Antonio comenta:

“Comecei utilizando a ampliação de um detalhe da pele de uma onça. Óbvio que é a primeira parte de um pattern (as manchas da pele) que encobre, mimetiza, mascara o que é ali praticado (a arte). Pensei na situação da Bósnia, onde um pattern de atrocidades encobre o interesse dos mercadores de armas. Da camuflagem artística ao camaleão político”.10

Em 1996, convidado por Reila Gracie para participar, ao lado de Roberto Magalhães, do Ateliê Finep, Paço Imperial, desenvolve e apresenta o trabalho KasaKosovoKasa. De acordo com o crítico Paulo Herkenhoff,

"(...) a capacidade de resposta imediata aos fatos (na obra de Dias) explica como, já em 1996, com Virus e KasaKosovoKasa, o artista antevê a aflição do Kosovo. Sua obra requer um olhar analítico capaz de ler seu código político, pois não há qualquer retórica visual que denote pauta explícita e vincule a obra a uma circunstância determinada. O artista acompanha a trajetória das aflições contemporâneas, do arbítrio e do terrorismo de Estado, passando pelas guerras e massacres de civis, até a própria noção de história."11

Participa também da mostra New Aquisitions, no Museu Ludwig, Colônia. Em 1997, integra a exposição Magie der Zahl in der Kunst des 20, Jahrhunderts, Staatsgalerie, Stuttgart, e de Re-Aligning Vision: Alternative Currents in South American Drawing, Museu del Barrio, Nova York. No ano seguinte, participa da XXIV Bienal de São Paulo e da mostra Poéticas da Cor, no Centro Cultural Light, Rio de Janeiro, onde remonta o trabalho A Ilustração da Arte/ Economia/ Modelo, de 1975. De acordo com a curadora da mostra, Ligia Canongia, neste trabalho

"Dias traz para uma escala ambiental um dos diagramas-lema de sua obra: o retângulo que, numa subdivisão virtual em seis partes, vê-se desfalcado de uma. A interrupção do espaço contínuo, a quebra da integridade da imagem, o instante de suspensão na linearidade inesperada, o corte na completude do ‘modelo’, a fragmentação do retângulo como espaço da tradição da pintura, a discussão da perda da unidade formal são algumas das hipóteses possíveis desta simples e complexa figura."12

Em 1999, a Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, organiza a exposição Antologia 1965-99, com curadoria de Jorge Molder e Paulo Herkenhoff. No ensaio “Antonio Dias. Nexo entre diferenças”, publicado no livro que acompanha a mostra, Herkenhoff escreve:

“Desvinculado de um estilo específico, empenhado no processo de problematização, Antonio Dias não imprime uma marca visual diretora à sua obra. Ao deparar uma questão, o artista nela se detém e explora ao máximo suas virtualidades (...) Em meio à aparente dispersão, contudo, Dias mantém sob estrito controle o sentido da obra. Seu horizonte estende-se da concisão conceitual e da desmaterialização até a máxima exacerbação material. Mas sempre, nessa trajetória, há espessamento do signo, conseqüência de procedimentos voltados para uma maior aridez, enervação, politização, transmutação e re-significação.”13

Participa de Global Conceptualism: Points of Origins 1950s-1980s, mostra organizada pelo Queens Museum of Art, Nova York, depois apresentada no Walker Art Center, Mineápolis, e no Miami Art Museum. Autonomias, uma nova série de pinturas, é apresentada nas galerias Walter Storms, Munique, Pablo Stahli, Zurique, e Luisa Strina, São Paulo. Expõe na mostra Versiones del Sur: Heterotopias, no Centro de Arte Museo Reina Sofia, de Madri. Em setembro de 2000, o Museu de Arte Moderna de Salvador inaugura a exposição Antonio Dias: O País Inventado, reunindo trabalhos dos últimos 30 anos da carreira do artista; a mostra segue em itinerância para a Casa Andrade Muricy, Curitiba, e, em 2001, para o Museu de Arte Moderna de São Paulo e para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Notas

1 ARATANHA, Mário. “Antonio Dias. Um laboratório de atividade-arte”, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1973.

2 RESTANY, Pierre. "Da Torre de Marfim à Torre de Babel", catálogo da mostra Antonio Dias, Galeria Relevo, Rio de Janeiro, dezembro de 1964.

3 Dias, Antonio. Antonio Dias (entrevista a Lúcia Carneiro e Ileana Pradilla), coleção Palavra do Artista, Rio de Janeiro, Lacerda Editores, 1999.

4 PEDROSA, Mário. Antonio Dias, catálogo da exposição, Galeria Relevo, Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1967.

5 DUARTE, Paulo Sergio. “Um depoimento”, catálogo Antonio Dias os anos 70, na coleção João Sattamini, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, março de 2000.

6 BRITO, Ronaldo. Texto do catálogo Antonio Dias, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1974.

7 DIAS, Antonio. “No Nepal, a poética do trabalho de Antonio Dias”. Entrevista. Revista Arte Hoje, n. 4, Rio Gráfica Editora, Rio de Janeiro, 1977.

8 "(...) Il n'y a pas d'oeuvre plus relative que celle d'Antonio Dias. Toute interprétation dépend du point de vue du spectateur, mais tout point de vue dépend de l'espace dans lequel le spectateur se situe”, MILLET, Catherine. Antonio Dias. La multiplication des espaces, Éditions P. Cavellini, Brescia, e A. Baronian, Bruxelas, 1983.

9 BRITO, Ronaldo. “Símbolos e clichês”, in Antonio Dias, Rio de Janeiro, 1985.

10 COUTINHO, Wilson. “Camaleões da selva da Bósnia”, O Globo, Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1994.

11 HERKENHOFF, Paulo. “Antonio Dias. Nexo entre diferenças”, in Antonio Dias, Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão/ Fundação Calouste Gulbenkian, Cosac & Naif, Sttutgart, 1999, p. 42.

12 CANONGIA, Ligia. "Poéticas da Cor", catálogo da exposição, Centro Cultural Light, Rio de Janeiro, setembro de 1998.

13 HERKENHOFF, Paulo. “Antonio Dias. Nexo entre diferenças”, p. 28.